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Rota das Cachoeiras de Corupá inaugura rampa de acessibilidade

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Passados 11 anos, Marcelino Alves finalmente conseguiu voltar à Rota das Cachoeiras, em Corupá. Após um mergulho em uma queda d’água em outro lugar do município há uma década, ele ficou paraplégico e só pode novamente contemplar a beleza da Cachoeira do Suspiro, em sua cadeira de rodas, neste domingo (21), com a abertura da rampa de acessibilidade que possibilita que Pessoas com Necessidade Especiais, idosos e visitantes com mobilidade reduzida possam ter acesso ao local como fazem cerca de 30 mil turistas que passam pela Reserva Particular do Patrimônio Natural – Emílio Fiorentino Battistella (RPPN), a conhecida Rota das Cachoeiras, a cada ano. A inauguração da rampa de acessibilidade na manhã deste domingo contou com a presença de Pessoas com Necessidades Especiais de Corupá, Criciúma, Joinville e Jaraguá do Sul e familiares,  representantes da Prefeitura de Corupá, da empresa Mobasa Reflorestamento – proprietária da área, da Associação de Preservação e Ecoturismo Rota das Cachoeiras (APERC)  e demais visitantes.

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Segundo o engenheiro florestal e gerente ambiental da empresa Mobasa, Marmonn Nadolny,  a rampa começou a ser construída no começo deste ano. A obra tem 150 metros, é feita em compensado naval, com corrimãos de pinus tratado e teve investimento de R$ 120 mil, valor que veio da parceria entre a Prefeitura de Corupá, a empresa Mobasa, APERC e o Ministério Público de SC, por meio do fundo de bens lesados.  Além da rampa, que dá acesso à primeira das 14 cachoeiras, a Rota também recebeu melhorias na última queda d’água que passa a ter duas pontes pênsis e um deck novo, que haviam sido danificados por fortes chuvas em 2014. “O objetivo de nossa reserva é, além da preservação ambiental, proporcionar que mais pessoas possam ter contato com a natureza como vai ocorrer agora com a rampa de acessibilidade que vai permitir que Pessoas com Necessidades Especiais possam chegar de forma segura e fácil à primeira cachoeira que também é uma das mais belas da Reserva”, destaca o engenheiro.

O prefeito João Carlos Gottardi, comenta a inauguração da rampa é uma forma de tornar ainda mais acessível este ponto turístico que é um dos mais visitados de Corupá e da região. “Foi uma alegria ver as pessoas que antes tinham dificuldade de chegar aqui, agora com a abertura da rampa, poderem sentir as gotas de água que vinham da cachoeira e ter esse contato tão direto com a natureza” comenta o prefeito.

O secretário municipal de Turismo de Corupá Juliano Millnitz, salienta que a Rota das Cachoeiras é uma das poucas Reservas do Brasil a ter um acesso diferenciado e focado para Pessoas com Necessidades Especiais. “Este tipo de obra torna o turismo ainda mais democrático e acessível e isso nos deixa muito satisfeitos, pois estamos dando mais um passo importante para o fortalecimento desta atividade em nosso município”, cita.

Mais acessibilidade

Também está nos planos da administração do Reserva Particular do Patrimônio Natural – Emílio Fiorentino Battistella (RPPN), a instalação de placas em brailing e uma trilha sensitiva para que os cegos possam ter um contato ainda maior com a Rota das Cachoeiras.

E prova disto foi a parceria com um grupo da Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais (Ajidev) que esteve no local e aprovou a passagem, assim como os cadeirantes de Criciúma, de Corupá e de Jaraguá do Sul que puderam ser os primeiros a conhecer a rampa de acessibilidade da Rota das Cachoeiras neste domingo.

Para o casal de deficientes visuais Tasmania da Silva, de 26 anos, e João Pedro de Bonfim, 22, a experiência de sentir a brisa da cachoeira e as gotas da queda molhando o rosto, além de ouvir o barulho da água caindo foi uma experiência única. “É muito bom podermos ter a mesma oportunidade que outras pessoas têm de ter contato com a natureza e senti-la do nosso jeito”, comenta João.

Sobre a Reserva

Foi no ano de 1989 que a empresa Mobasa Reflorestamento transformou a área de 41,5 hectares (ha) da Mata Atlântica de sua Reserva Legal em Reserva Natural. Em 2002, foi transformada em RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, com o nome de RPPN Emilio Fiorentino Battistella, com área de 100,96 hectares, com ampliação para 1.156,33 ha oito anos mais tarde.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – Emílio Fiorentino Battistella, também conhecida como Rota das Cachoeiras, tem uma grande importância ecológica, pois está inserida em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Santa Catarina, ecossistema brasileiro que apresenta hoje menos de 8,8% de sua área original, e tem recebido atenção de diversas entidades conservacionistas, e nos últimos anos também da comunidade internacional.

Apesar da grande riqueza representada pela biodiversidade deste ecossistema, a RPPN é procurada fundamentalmente pela existência de 14 cachoeiras de excepcional beleza, em que através de um percurso de 2.950m pela trilha denominada Passa Águas situada ao longo do Rio Novo, é possível realizar a observação da fauna e flora, com suas exuberantes árvores encontradas no local, bem como admirar a beleza cênica proporcionada pelas cachoeiras formadas no Rio Novo.

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