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Corupaense é vítima de golpe aplicado através da OLX e perde R$ 32 mil. Dinheiro seria usado para tratamento do seu pai

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Acusado causou um prejuízo de R$ 32 mil ao corupaense. Qualquer informação, ligue 181 ou 190

CRIME

Patrocínio Portonni>
</a></div><p>CORUPAENSE É VÍTIMA DE GOLPE APLICADO ATRAVÉS DA OLX</p>
<p>Vítima procurou a delegacia de polícia e foto do acusado foi divulgada</p>
<p>Um morador de Corupá procurou a delegacia de polícia para registrar que caiu em um golpe. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, cujo primeiro nome é Paulo, anunciou a venda de um saveiro branco, ano 2014, em excelente estado, através do site do OLX. No último dia 10, ela recebeu uma ligação do golpista, que se identificou como Rafael, se passando por interessado e pedindo para ver o automóvel. Para dar credibilidade ao golpe, o estelionatário afirmou que representava a empresa JR Refrigerações, de Jaraguá do Sul, e que estava em Corupá, para realizar contatos com os supermercados local. Paulo, então, marcou o Posto Isac como ponto de encontro, mas o golpista disse estar no supermercado Bertina. A vítima conta ainda que se deslocou até o outro estabelecimento e o “comprador” observou todos os detalhes do veículo, inclusive, o estado do motor e outros itens. “Eu ofereci para que ele desse uma volta no carro e ao retornar, disse estar muito interessado. Eu pedia R$ 32 mil, mas ele solicitou um desconto e acabamos fechando em R$ 31 mil, combinando para irmos no dia seguinte a Jaraguá do Sul, numa agência bancária, e finalizar o negócio. ” Ainda, segundo relato de Paulo, meia hora depois o estelionatário apareceu, dizendo que seu pai, um senhor de 83 anos, estava num outro banco, conversando com o gerente, para efetuar a transação. “Depois, ele me falou que o gerente tinha ido almoçar e que teríamos que aguardar um pouco mais. Como eu havia perdido muito tempo, ele sugeriu almoçarmos juntos até o retorno do gerente. Falou de família, trabalho e pagou, inclusive, a conta. Também contei prá ele que estava vendendo o carro porque havia saído do trabalho e precisava do dinheiro para cuidar do meu pai, que está bastante doente”, observou. Ele conta ainda que, após o almoço, o estelionatário disse que seu pai já havia feito a transferência, mas no aplicativo do banco de que a vítima é cliente, não constava a entrada de qualquer valor.</p>
<p>“https://www.facebook.com/porttoni/”><img src=

Para dar maior veracidade à trama, o golpista sugeriu a Paulo para que fossem juntos ao banco e após tirar um extrato, constatou de que o dinheiro estava em sua conta. “Como percebi que o depósito foi feito em cheque e o questionei, o desgraçado ligou novamente para o seu pai e perguntou o que estava acontecendo. Para me enrolar, afirmou que, como a conta era empresarial, o gerente havia feito a transferência utilizando cheque administrativo e pediu para irmos ao Banco do Brasil e verificar se tudo fazia sentido. Lá recebi a informação da atendente de que a transação era quase 100 por cento segura. ” Apesar da dúvida e pensando em desistir do negócio enquanto estava no cartório e aguardava por atendimento, Paulo se deixou envolver pelo bandido e efetuou a transferência porque precisaria retornar logo para cuidar do seu pai. “Ele apresentou a identidade de uma tal de Paola Cristina Correa, que dizia que era sua esposa e cheguei a pedir para ficar com o recibo até a confirmação do pagamento, mas ele começou a reclamar e me envolveu na conversa. Acabou me deixando num ponto de ônibus no Posto Marcolla. ” Desconfiada, a vítima tentou ligar para a agência do Banco do Brasil em Corupá, mas como ninguém atendeu, resolveu, então, entrar em contato com o número de uma empresa que o estelionatário dizia que era do seu filho e lá recebeu a informação de que não havia ninguém com aquele nome e que o dono não tinha filho. “Eu fiquei desesperado e vi que havia caído num golpe. Liguei para a polícia militar, mas demoraram uns 40 minutos para chegar ao Posto Marcolla e foi verificado que o bandido tinha se deslocando a Pomerode, sentido Blumenau. ” Paulo afirmou que está lutando para recuperar o veículo e tem tido o apoio da polícia civil para isso. No entanto, como o Detran de Santa Catarina não é interligado com outros estados, entende que as chances de ter o bem de volta são bem remotas. Ele reclama da falta de estrutura da polícia para trabalhar. “Eu não sei como tem agente ainda trabalhando porque falta efetivo, viaturas e outros instrumentos necessários para desenvolverem o serviço e tudo isso favorece ao vagabundo”, finalizou.