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Worshop Catarinense da Indicação Geográfica inicia nesta quarta-feira em Corupá

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Corupá sediará desta quarta (8) até sexta-feira (10) um dos mais importantes eventos do Estado e do Brasil sobre produção com diferencial de origem – o 7º Worshop Catarinense de Indicações Geográficas – acontece no Seminário Sagrado Coração de Jesus. Participarão do evento, pesquisadores do Brasil e de instituições e universidades de Portugal, França , Alemanha, México, Costa Rica e Ilhas Canárias. O workshop também marca a finalização do processo de Indicação Geográfica de Banana Mais Doce do Brasil da região de Corupá, Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul. O Worshop Catarinense da Indicação Geográfica é promovido pela Rede de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco) e abre a vasta programação do Dia da Banana que será realizada de 8 a 21 de agosto em Corupá (confira a programação completa do Dia da Banana e do Wokshop no site corupa.sc.gov.br)

Nesta terça-feira (7), o prefeito João Carlos Gottardi recebeu em seu gabinete a visita do professor e pesquisador da Universidade Autônoma Metropolitana do México Ignácio Lopez Morena, da diretora executiva da Qualifica Portugal Ana Soeiro e da representante do Instituto Nacional de Denominações de Origem da França (INAO) Cécile Franchois. Os três participarão no Worshop de Indicações Geográficas e estiveram na Prefeitura acompanhados da diretora da Asbanco Eliane Cristina Müller e do integrante da Rede de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Miguel Luciano da Silva que organizam o evento em Corupá. Também estiveram presentes na reunião, os vereadores Andressa Fischer, Alceu Moretti, Alaor Duante, Beto Maia, Inês Tamanini Hoch e Lairton Müller e os secretários de Desenvolvimento Econômico Cristiano Hack e a secretária de Educação Rosane Martini Berti.  O prefeito João Carlos Gottardi agradeceu a visita ilustre dos pesquisadores e representantes de instituições estrangeiras ao gabinete e destacou a importância de Corupá receber um evento de tamanha importância como o Workshop de Indicações Geográficas. “Nos sentimos muito orgulhosos de receber pesquisadores e representantes de instituições renomadas do Brasil e do exterior. Isso demonstra o quanto nossa região é reconhecida pelo envolvimento de todos que fazem parte desta cadeia de produção da banana”, comentou.

Segundo diretora do Asbanco Eliane Müller, o workshop é uma oportunidade de troca de informações sobre Indicação Geográfica entre especialistas do País e do exterior e representantes de entidades ligadas à produção da banana na região. Eliane conta que o processo para reconhecer a banana produzida na região de Corupá como a mais doce do Brasil, iniciou há 12 anos e o encerramento deve ocorrer no dia 18 de agosto quando termina o prazo de consulta pública que vai conferir a IG, sendo um grande diferencial para a produção da banana nesta região do Estado e do País. “A partir do momento que nossa região estiver com a certificação de mais doce do País, iniciaremos um novo trabalho que será a preparação de nossos produtores para saberem utilizar dos benefícios deste reconhecimento e planejar caminhos para a valorização da bananicultura, dos produtos derivados da banana e todos os projetos que envolvem a história, turismo e cultura ligadas a este setor”, comenta.

 

Sobre a Indicação Geográfica  

O registro de Indicação Geográfica (IG) é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é a instituição que concede o registro e emite o certificado. Já o Ministério da Agricultura (Mapa) é uma das instâncias de fomento das atividades e ações para Indicação Geográfica (IG) de produtos agropecuários.

O grande diferencial da banana da região de Corupá é o sabor da fruta, que é mais doce do que as demais produzidas em outras regiões do País. O sabor se deve à combinação de clima, relevo e temperatura da região. Com um tempo maior para se desenvolver e amadurecer, a fruta acaba acumulando mais minerais e açúcares tornando a banana região de Corupá muito mais doce.

Segundo o pesquisador Miguel Luciano da Silva, a atuação da Rede de Cooperação de Desenvolvimento Sustentável – organização composta de representantes de entidades governamentais e não-governamentais – é de levantar e valorizar os produtos tracionais de Santa Catarina afim de gerar desenvolvimento para as regiões de onde são produzidos e também evitar o êxodo rural.

Valorização e conservação

O professor e pesquisador da Universidade Autônoma Metropolitana do México Ignácio Lopez Morena destaca a importância para a região de Corupá ter uma certificação de banana mais doce do Brasil é uma forma de valorizar o modelo de agricultura familiar aplicado em SC que é um diferencial não só para o Brasil, mas para muitos países do mundo em que a agricultura é baseada em grandes latifúndios.

A diretora executiva da Qualifica Portugal Ana Soeiro comentou que a partir da conquista do IG de Banana mais doce do Brasil pela região de Corupá, devem ser criadas condições para que este diferencial possa ser aproveitado para a comercialização da fruta com reconhecimento  de mercado, inclusive para a exportação.

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