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Não deixem de ler: Sócio de três sociedades em Corupá desabafa: “Me sinto envergonhado”.

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De – Flávio Ludero

Para – Tim Francisco

Eu acompanhei o Falando Francamente sobre as Sociedades e vou fazer um relato (minha opinião) Se você quiser publicar no Corupaense, pode publicar.

Desde 2011 eu participo de todas as festas e bailes em todas as Sociedades. Lá se vão mais 100 festas e bailes. E vejo a precariedade das Sociedades, onde o que falta principalmente dinheiro para fazer obras de reparo, muitas sociedades estão tomadas pelo cupim, as madeiras precisam ser trocadas. Se é uma tradição que veio junto com nossos antepassados da Alemanha, acho que para não se acabar, a prefeitura e a câmara de vereadores tem a obrigação de ajudar, para pelo menos aliviar esses problemas. O lucro que entra só dá para pagar despesas como luz, água, taxas da delegacia e as exigências absurdas dos bombeiros, onde cada vez mais tem novas leis e novas taxas. Os bombeiros pedem pra fazer um projeto, as sociedades pagam engenheiros para fazer o projeto, mas quando encaminham aos Bombeiros, as leis e as regras já mudaram de novo. Eu não voto em Corupá, mas ajudei o atual prefeito a se eleger. Várias vezes conversamos sobre as sociedades que precisam de uma ajuda anual da Prefeitura ou da Câmara de vereadores. Essa ajuda é para fazer algumas reformas nas dependências da sociedade, como reforma dos banheiros, pintura, reboco, enfim fazer com que a pessoa que vá numa sociedade se sinta bem. Das 7 sociedades, só duas tem chuveiro para os músicos. Se não tem chuveiro, os músicos são levados para a casa de alguém, geralmente na do presidente da sociedade para tomarem banho e trocarem de roupa. Isso tudo precisa ser feito. Mas com bailes e festas não sobra dinheiro para isso.

Eu me sinto hoje envergonhado perante as sociedades, por pedir à eles votarem no João, porque se eleito fosse iria encontrar uma forma de ajudar as sociedades, como era no tempo do ex-prefeito Coni Müller. Tamanini também abandonou as sociedades por mais de 8 anos. Vereadores que foram candidatos ano passado, estavam lá em todas as festas pedindo votos. Hoje não se vê mais ninguém. Nenhum vereador prestigia uma festa ou um baile. O prefeito comparecia, mas agora também não vem mais. Tamanini reapareceu, mas com certeza já com propósitos eleitorais, tem eleição ano que vem.

A vereadora Andressa me disse ano passado quando ela colou adesivo do 11 na minha camisa, que ela iria lutar para que as sociedades tivessem apoio financeiro dos órgãos públicos. As sociedades não estão pedindo milhões, elas estão pedindo um pouco de ajuda. Todo o trabalho que é feito pelas diretorias é voluntário. Eles tiram do próprio bolso o dinheiro da gasolina para fazer os contatos, colar cartazes e outros serviços. As pessoas que trabalham durante um evento, ninguém ganha nada, são todos voluntários. E o Baile começa bem antes de sábado. Tem que limpar o salão, organizar o salão, colocar a bebida no gelo, organizar o café ou a janta. São trabalhos que o frequentador do baile não vê e às ve zes nem sabe, e nem valoriza.

O Bananalama ganhou mais de 200 mil da prefeitura mais as obras de infraestrutura lá no seminário. E as Sociedades que estão aí o ano inteiro até agora não ganharam nada. Nem um apoio com os Bombeiros, ou então um apoio com engenheiro da prefeitura para que as sociedades não precisem pagar por projetos.O que a população ganha com o Bananalama. Dizer que é o maior do mundo. Será que o turismo é fomentado pelo Bananalama. Esses trilheiros só vem na época do evento e depois esquecem de Corupá. Mas e o resto dos 360 dias do ano. As sociedades estão lá, 365 dias por ano, algumas até já centenárias. Dizer que é muito caro participar de uma festa, mas a pessoa paga 35 reais (homem) e 30 reais (mulher), são 3 horas de bebida, comida, dança e diversão.

Schützenfest em Jaraguá, era 15 reais a entrada (quando tinha bandas boas) aliás só teve 3 ou 4 bandas do primeiro naipe (Vox 3, Montanari, Brilha Som e Herr Schmidt (antiga banda cavalinho) o resto eram tudo bandas locais que animam as festas de rei e rainha tanto em Corupá como nas outras cidades. Então são 15 reais de entrada + 20 reais de estacionamento, já da 35 reais, aí você ainda não bebeu e nem comeu nada.Então em Corupá não fica mais barato.

Precisamos que a comunidade nos prestigie. Não vemos caras diferentes nas festas. São sempre as mesmas pessoas. Não conseguimos colocar 250 pessoas, mas Corupá tem mais de 15000 habitantes. Será que o resto 14750 pessoas não gostam de se divertir, dançar pelo menos uma vez ou 2 vezes por mês.

As Sociedades estão quase no fim do túnel. Muitas pessoas acham que o dinheiro público é só para educação, saúde, etc. Mas as pessoas precisam se divertir também, se não vão virar doentes com stress, depressão.

Encerrando o que dizer da Diretoria de Cultura. Não vejo a titular prestigiando as sociedades. Quando tem evento em Corupá ela vai apreciar os eventos da Scar de Jaraguá. Nós que somos sócios e simpatizantes das sociedades, somos pessoas simples, humildes, muitos são agricultores, bananeiros, muitos com mãos calejadas, mas ainda dispostos a trabalhar e defender as tradições alemãs em Corupá. Só precisamos de apoio da população e dos órgãos públicos.

Flávio Ludero – Sócio em três sociedades (Bolin Carioca, Águia Dourada e Soc.Ano Bom. Minha terceira festa de rei junto com Morgana Gebhardt Ponath será dia 09 de dezembro – Águia Dourada.

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